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Irmãos argentinos 'rodam' a América com cervejaria artesanal itinerante
Publicitários estacionaram 'MotorBar' na praia de Peruíbe, no fim de semana. Dupla saiu da Patagônia e espera chegar na Olimpíada do Rio.

Dois irmãos argentinos embarcaram há cinco meses em uma aventura sobre quatro rodas com o único objetivo de viajar pela América. Para garantir o sucesso da empreitada eles vendem uma cerveja artesanal produzida dentro do próprio motorhome e usam os poucos trocados que conseguem para abastecer o veículo e comprar comida.

A cerveja caseira também é moeda de troca para terem acesso à internet. Foi assim que eles conseguiraram a senha do wifi de um hotel que fica na avenida da praia de Peruíbe, no litoral de São Paulo, cidade onde o G1 encontrou a dupla na manhã do último domingo (26). O veículo está estacionado estratégicamente em frente ao hotel. "Eles nos pediram a senha da internet e ofereceram uma cerveja. Ficou tudo certo", revelou um funcionário do estabelecimento.

Na semana passada os 'hermanos' participaram de um festival de cervejas artesanais em Curitiba, no Paraná, e depois seguiram viagem até chegarem em Peruíbe, na sexta-feira (24). Nos próximos dias os viajantes devem continuar pelo litoral paulista. Eles pretendem fazer uma pausa em Santos e reabastecer os barris com a bebida.

“Quando estávamos no Uruguai conhecemos um brasileiro que mora em Santos e vamos tentar ir até a casa dele para usar um pouco de eletricidade e produzir mais cerveja”, explicou em bom 'portunhol' o publicitário Federico Martino, de 28 anos.

Jogos Olímpicos, quem sabe?

Durante a viagem que começou há cinco meses em El Bolsón, na região da Patagônia, na Argentina, os irmãos já tiveram que preparar a cerveja cerca de 10 vezes. Isso porque a bebida produzida por eles costuma render 75 litros e é o suficiente para cerca de um mês. "Às vezes mais, às vezes menos, mas esse processo de produção geralmente leva uns dez dias", acrescenta Federico.

Apesar da bebida ditar o ritmo da viagem, já que eles dependem da troca para conseguir combustível, o argentino garante que ele o irmão não têm pressa. Eles não traçaram um roteiro com objetivo ou destino final.
"Queremos chegar em tempo de acompanhar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, mas vamos viajar e ver no que dá. Talvez, depois, seguiremos até o México e por aí vai. Somos viajantes, é isso que posso te dizer", disse Federico lembrando que o veículo usado na aventura é tão antigo que não ultrapassa os 65 km/h.

MotorBar
O ônibus personalizado e colorido que transporta os argentinos levou oito meses para ser adaptado e ficar exatamente da maneira como eles queriam. Dentro do motorhome ano 1964 há um pequeno cômodo com duas camas, banheiro com chuveiro de água quente e fria, uma mesa para as refeições, diversas garrafas e barris para armazenar a bebida produzida pela dupla.

Eles aprenderam a fabricar cerveja artesanal há cerca de um ano e meio com a ajuda de amigos da cidade natal, Mendoza, distante mais de 1 mil km da capital Buenos Aires.

Depois disso, decidiram de largar os empregos como publicitários e apostar na ideia de cair na estrada. "Nós gostamos de viajar, não importa para onde. Tem gente que trabalha para viajar e nós viajamos para trabalhar", brinca Federico.
O irmão mais velho de Federico, Lucas Martino, de 30 anos, conta que ele e o irmão batizaram o veículo de 'MotorBar' justamente pela ideia de trabalhar com uma fábrica de cerveja itinerante. "Não temos um ponto fixo. Nós viajamos, abrimos a janela cada vez em um lugar diferente e ali está nosso bar".

"Dinheiro não é o mais importante, porque usamos somente para garantir a comida e colocar combustível. A ideia da viagem não é o lucro", afirma Martino.

Sabores
Mesmo sem visar lucro, em cada cidade que o veículo estaciona, o MotorBar se torna atração e o dinheiro chega sem muito esforço. Um casal de Peruíbe decidiu experimentar a iguaria artesanal e aprovou. "Experimentei a de café [preta] que é sensacional. A de mel é muito boa também", comentou Naiara Hase.
No bar, as opções são pilsen, escura com leve sabor de café (malte é torrado) e India Pale Ale (IPA) com mel feita com lúpulo da Patagônia. Já o preço varia de acordo com o tamnho: 1 litro por R$ 25, 600 ml por R$ 15 e long neck por R$ 10.


Fonte: G1

 

 

 

 
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