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Motorhomes substituem trailers na preferência dos viajantes rodoviários


Os modelos mais caros disponíveis no Brasil são construídos sobre chassis de ônibus. De acordo com Sandrini, custam por volta de R$ 1 milhão e podem ter até banheira de hidromassagem.

"Para que ficar em um lugar quando se pode ir para todos?", diz o aposentado Ruber Antônio de Sousa Miller, 60. Ele é um dos 5.000 donos de motorhomes no Brasil, número levantado pela Associação Paulista dos Proprietários de Veículos de Recreação.

Ruber divide a estrada com sua mulher, a também aposentada Maria Luiza Orosco Miller, 58. Dos 30 anos de casamento comemorados no ano passado, 20 incluíram pelo menos uma viagem por mês. O veículo atual foi adaptado a partir de uma van Renault Master. Os destinos mais frequentes são Caldas Novas (GO) e Bertioga (litoral sul de São Paulo).

Os dois já foram convidados para três casamentos de pessoas desconhecidas. "Paramos nosso carro na praia, perto de cerimônias, e fomos chamados para as festas. Viver na estrada é fazer amigos o tempo todo", diz Ruber.

Empresas do setor não têm reclamado da crise. "Muitas pessoas decidiram conhecer o Brasil para fugir do dólar alto e resolveram comprar motorhomes", diz Rafael Sandrini, da Sportrailer, loja paulistana que comercializa esse tipo de veículo.

Sandrini explica que os motorhomes, que tem estrutura unificada, substituíram os trailers puxados por carro na preferência do público. A maioria de seus clientes são aposentados de classe média, que investem cerca de R$ 350 mil na compra de um modelo médio para três pessoas.

Apenas o chassi do carro pode ser financiado a longo prazo (36 meses, por exemplo). Um Renault Master sem a parte traseira da carroceria, que é um dos veículos mais usados na construção de motorhomes, custa a partir R$ 102.680. Em caso de compra parcelada, esse será o valor considerado pelo banco ao conceder o empréstimo.

O pagamento da adaptação terá de ser negociado na loja. O kit básico dos modelos de R$ 350 mil inclui banheiro, pia, camas de casal e de solteiro, armários embutidos, sala, frigobar e ar-condicionado em um espaço de 14 m².

Há algumas alternativas mais baratas no mercado de usados, como a VW Kombi Safari, que foi fabricada em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) pela Karmann-Ghia. Um modelo em bom estado não custa menos que R$ 50 mil, e é raro: apenas 450 foram produzidas nos anos 1980.

Fonte: Folha SP

 

 

 

 

 
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